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Especial Mês das Mulheres - Laís Rodrigues de Oliveira

terça-feira, 22 de março de 2016

E a nossa última entrevista nesse Especial Mês das Mulheres, é com a escritora Laís Rodrigues de Oliveira, autora do livro Primeiras Impressões, uma adaptação moderna do clássico Orgulho e Preconceito de Jane Austen. O romance eterno de Lizzie e do Sr. Darcy é situado desta vez entre paisagens paradisíacas do Brasil e cenários surpreendentes dos Estados Unidos, em um relacionamento complexo entre uma carioca sarcástica e brilhante e um político americano de uma família conservadora. Laís é formada em Direito, com mestrado em Direito Constitucional, mas apaixonada por literatura e cinema, criou o blog LRDO, onde compartilha suas paixões, lá você pode saber muito sobre o universo literário e cinematográfico de Jane Austen, uma das maiores influências de todos os tempos. Vamos saber mais sobre a Laís?



A Menina que Não Para de Ler - Quando seu interesse pela literatura começou?
Laís Rodrigues de Oliveira: Meus pais, em especial a minha mãe, sempre incentivaram a leitura em casa. Enquanto o tempo de televisão era limitado, eu e minha irmã éramos encorajadas a ler diariamente. Essa introdução à disciplina da leitura desde tão cedo foi essencial para a minha formação e, posteriormente, para a minha escrita.
  
AMQNPDL- Em que momento decidiu que queria ser escritora?
LRDO: Geralmente, os escritores dizem que sempre souberam que queriam sê-lo desde jovens. Definitivamente, não foi meu caso. Sempre soube que seria uma grande leitora, mas a escrita começou quase por acidente. Porém, depois que comecei a escrever, não consegui mais parar. A escrita tornou-se um grande vício. Um vício simplesmente maravilhoso.

AMQNPDL- O que a motivou a seguir esse caminho?
LRDO: Novamente, o papel da minha família (que agora já inclui meu marido) foi fundamental. Quanto mais eu escrevia, mais eles me estimulavam a escrever mais. E, depois de publicar meu romance, o apoio e carinho dos blogueiros literários, leitores e outros autores foi um novo sopro de ânimo.

AMQNPDL- Quais as suas maiores influências no mundo literário?
LRDO: Depende do gênero literário, mas geralmente são autoras mulheres. Em relação a romance, minha favorita de todos os tempos é a eterna diva Jane Austen. Quando estamos falando de infanto-juvenis, sou uma daquelas fãs incondicionais de J. K. Rowling. Em relação ao gênero "do momento", mais voltado ao público YA (Young Adults ou Jovens Adultos), busco inspiração nas maravilhosas Suzanne Collins e Cassandra Clare. 
Mas também adoro os suspenses do "rei" Stephen King, literatura fantástica de Tolkien e George R. R. Martin, ou distopias no estilo do grande George Orwell. 
Ou seja, minhas preferências dependem do que estou inspirada para ler - ou escrever - no momento.

AMQNPDL- Concilia a vida de escritora com quais atividades?
LRDO: Na realidade, a escrita é um hobby. Eu trabalho em uma área de Inteligência e Relações Internacionais de uma multinacional, o que exige a maior parte do meu tempo. Também tenho um blog, o LRDO, e um canal do YouTube, o LRDO Cult. Além disso, adoro participar de eventos literários! 

AMQNPDL- Qual o texto, dentre as suas obras, foi o mais desafiador para escrever? E o mais tranquilo? 
LRDO: Um texto é sempre desafiador, por vários motivos. O principal, a meu ver, é a exposição. Seus escritos são uma parte de você, uma parte da sua alma que você expõe ao mundo, a pessoas desconhecidas. E isso é difícil. Outra questão é a necessidade de sempre considerar quem será seu público-alvo, porque você tem que levar em conta o que fará seu leitor virar a próxima página. 
No entanto, o texto mais difícil de escrever do ponto de vista psicológico foi um conto que escrevi, o qual foi, inclusive, premiado no Concurso de Contos do SESC-DF. Ele se chama "O Armário", e relata a história de uma mulher que sofre violência doméstica. Esses temas sempre mexem conosco.

AMQNPDL- Quais seus objetivos enquanto escritora, até onde deseja chegar?
LRDO: Gostaria de escrever os mais diversos gêneros e ter condições de publicar meus livros por editoras com capacidade de divulgação e distribuição, grandes dificuldades no mercado editorial brasileiro. Já tenho quatro livros escritos, porém somente publiquei um deles. 

AMQNPDL- Quais os sabores e dissabores dessa profissão?
LRDO: A melhor coisa da profissão é a reação positiva dos leitores; é sempre emocionante.
Acredito que o pior seja a própria dificuldade do nosso mercado editorial, em publicar, divulgar e distribuir sua obra.

AMQNPDL- Se pudesse encontrar cada leitor pessoalmente, o que lhe diria?
LRDO: Eu acho que iria preferir ouvir do que falar. Adoro quando leitores e leitoras me dizem o que mais gostaram do livro, fazem comentários, sugestões e dão novas ideias. É sempre gratificante saber que toda aquela paixão que você colocou na sua obra  não foi em vão. 

Ano passado li Primeiras Impressões e adorei a adaptação, foi muito fiel ao original, mas também com o toque particular da Laís, que deixou a história mais moderna e crível. Para saber um pouco mais sobre minhas impressões, leia aqui


Respondendo à dedicatória, digo que sim Laís, eu me apaixonei novamente <3

Espero que tenham curtido as nossas entrevistas, sempre que possível vou tentar trazer nossos autores nacionais para mais perto de nós leitores apaixonados.
Beijinhos!!!!!

Especial Mês das Mulheres - Luana Barros

domingo, 13 de março de 2016

Dando continuidade ao nosso especial Mês das Mulheres, quero falar sobre uma jovem autora que conheci através do Instagram, a Luana Barros que nasceu na cidade de Goiânia, mas mora em Brasília há onze anos. Filha de servidores públicos, foi para a Capital Federal fazer faculdade de Publicidade e Propaganda no UniCEUB e por lá ficou. O curso serviu para fazer amigos maravilhosos para a vida toda. Tornou-se servidora pública, mas não esqueceu a paixão por escrever que possui desde a infância.


A autora mantém a página Luana Barros - Romances e Poesias de Amor e de Vidas no Facebook e o Instagram @porummundocommaispoesia, nas quais posta poesias e as notícias de seus livros. Atualmente, possui quatro livros: Amar Vale a Pena publicado ano passado pela Editora Biblioteca 24 Horas, Amar Vale a Pena – Recomeçar e Um Anjo na Terra, que serão publicados pela nossa parceira Chiado Editora; e ainda um de poesia #porummundocommaispoesia, 247 Poesias de Amor e de Vidas.

 


Através das postagens do Instagram, vi que a Luana estava publicando o livro Um Anjo na Terra no Wattpad, plataforma que uso com frequência e fiquei curiosa, então passei a acompanhar a história e me encantei com o protagonista, um Anjo sarcástico e rabugento com uma tarefa muito complicada em mãos. No post Wattpad - uma experiência divertida e surpreendente, você pode ler mais sobre essa história que logo estará disponível em versão física.
Quem quiser entrar em contato com a Luana, basta enviar um e-mail para luanabarro@gmail.com.

A Menina que Não Para de Ler - Quando seu interesse pela literatura começou?
Luana Barros - Desde criança escrevo poesias. No ensino médio, tive a matéria literatura e me encantei pelas diferentes formas de escrever. Eu leio bastante, não tanto quanto gostaria por causa da falta de tempo.
Agora, escrever livros de romances comecei somente em setembro de 2014 após passar por uma situação difícil na minha vida, na qual sofri bastante. Precisava me expressar de alguma forma, escrever foi a saída!

AMQNPDL - Em que momento decidiu que queria ser escritora?
LB - Isso nunca foi uma decisão. Na verdade, aconteceu, acontece todos os dias... Sou servidora pública e até gosto do meu trabalho, mas prefiro escrever que é onde me encontro. Um dia vi a faxineira falar com tanto orgulho de como havia limpado o banheiro e ele o tanto que estava cheiroso! Senti inveja dela! Queria encontrar algo que me fizesse suspirar! Então fui atrás... E consegui!

AMQNPDL - O que a motivou a seguir esse caminho?
LB - Escrever é o que eu mais gosto de fazer na vida. Adoro viajar de férias, adoro sair com meus amigos... Mas nada se compara a escrever.

AMQNPDL- Quais as suas maiores influências no mundo literário?
LB - Adoro vários estilos diferentes, como J. K. Rowling, Juliana Parrini, Camila Moreira, Carina Rissi... Adoro as poesias do Vinicius de Morais. Amo as loucuras de Aluísio Azevedo.

AMQNPDL - Concilia a vida de escritora com quais atividades?
LB - Como já falei, sou servidora pública do Distrito Federal. Trabalho no Detran/DF das 12 às 19 horas.

AMQNPDL - Qual o texto, dentre as suas obras, foi o mais desafiador para escrever? E o mais tranquilo? 
LB - O meu primeiro livro (Amar Vale a Pena) foi o mais tranquilo. Talvez porque tenha sido um desabafo. Acho que eu já o tinha todo na cabeça e precisava colocar para fora para não explodir.
O mais desafiador foi sem dúvidas o livro Um Anjo na Terra, pois trata de diferentes tipos de relações e ainda quis trabalhar com a questão da fé e esperança separadas de religião.

AMQNPDL - Quais seus objetivos enquanto escritora, até onde deseja chegar?
LB - Até aonde puder. A certeza que tenho é de que me reinventarei sempre. Pois esta é a graça de escrever.

AMQNPDL - Quais os sabores e dissabores dessa profissão?
LB - Talvez o dissabor sejam as críticas, mas é preciso aprender a lidar com elas. Agora, os sabores são vários e deliciosos (rsrs). O que mais gosto é a necessidade de me reinventar. A vontade de fazer diferente e melhor a cada livro! Isso me dá vida!

AMQNPDL - Se pudesse encontrar cada leitor pessoalmente, o que lhe diria?
LB - Diria que o meu maior sonho é tocar a alma e o coração das pessoas com meus livros.

Como podem perceber, eu enviei as mesmas perguntas que havia enviado à Clara Arreguy, nossa primeira autora entrevistada, e a ideia era mudar o formato, transformando em um texto único, mas as respostas da Luana foram tão meigas e gentis, que achei que se modificasse, vocês perderiam a essência dela, por isso mantive o padrão da entrevista. Espero que tenham gostado e procurem conhecer essa jovem autora que tem tudo para crescer no meio literário.
Na próxima semana, temos mais uma autora a apresentar a vocês, mas vou deixar no suspense rsrs.
Beijinhos
<3

Especial Mês das Mulheres - Clara Arreguy

domingo, 6 de março de 2016

Com a chegada do mês de Março, celebramos o Dia Internacional das Mulheres, e para comemorar esse momento vou trazer para vocês durante esse mês, o perfil de algumas mulheres brasileiras admiráveis, e para começar vamos conhecer a autora Clara Arreguy, parceira aqui do blog, e seu trabalho. 
Jornalista e escritora, publicou os livros "Segunda Divisão" (Lamparina, 2005), "Fafich" (Conceito, 2005), "Tempo Seco" (Geração Editorial, 2009), "Catraca Inoperante" (Outubro Edições, 2011 e 2014), "Rádio Beatles" (Outubro Edições, 2012), "Siga as setas amarelas" (Outubro Edições, 2014) e "Sonhos Olímpicos" (Franco, 2015). Recentemente, no final do mês de Fevereiro, lançou o livro “Dia de Sol em tempo de Chuva” pela Chiado Editora.
Além do trabalho como jornalista e escritora, fundou por livre iniciativa a Outubro Edições, com o objetivo de abrir espaço para publicações independentes. 

Ela concordou em ceder uma entrevista ao blog, uma oportunidade de saber mais sobre essa mineira de Belo Horizonte, que radicou-se em Brasília em 2004, para trabalhar como jornalista. 

A Menina que Não Para de Ler - Quando seu interesse pela literatura começou?
Clara Arreguy - Gosto de ler e de escrever desde que aprendi a ler e escrever. Sempre li muito e sempre escrevi muito, inicialmente poemas e contos sem valor literário. E lia literatura constantemente. Nunca estou sem ler um livro.


AMQNPDL - Em que momento decidiu que queria ser escritora?
CA - Ainda pequena eu pensava que seria escritora, mas sonhava também em ser atriz ou advogada. Aí, na hora do vestibular, escolhi jornalismo porque me permitiria escrever. E isso aconteceu mesmo. Atuei durante 25 anos como jornalista. Até que comecei a sentir necessidade de escrever o meu “conteúdo”, e não o dos outros. E comecei a mudar o rumo daquela prosa...


AMQNPDL - O que a motivou a seguir esse caminho?
CA- Escrevia muito como jornalista, mas o texto jornalístico requer um padrão, um estilo, cânones e regras que não dão liberdade ao profissional. Quando eu pensava em escrever literatura, sonhava com a liberdade estilística e criativa que, felizmente, veio mesmo quando eu passei a escrever meus romances.


AMQNPDL - Quais as suas maiores influências no mundo literário?
CA- Sempre li de tudo. Entre os brasileiros, amo demais Guimarães Rosa. Entre os estrangeiros, tenho especial admiração pelo norte-americano Philip Roth. Mas acho que meu texto sofre muita influência do estilo direto e fluido do jornalismo, que não se parece com esses dois... Talvez Carlos Drummond de Andrade, pra mim o poeta maior, mas também um cronista leve e fácil de ler.

AMQNPDL - Concilia a vida de escritora com quais atividades?
CA - Durante os últimos 10 anos conciliei jornalismo e literatura. Desde 2015, porém, não atuo mais como jornalista e formalizei minha editora, a Outubro, na qual trabalho textos dos outros, edito outros autores e acabo trabalhando como microempreendedora individual, fazendo negócios, vendas etc. Tudo relacionado ao livro, claro, mas que não me permite escrever e ler o tempo todo. Fora isso, preciso visitar escolas, fazer palestras, essas coisas da divulgação.

AMQNPDL - Qual o texto, dentre as suas obras, foi o mais desafiador para escrever? E o mais tranquilo? 
CA - Tenho uma diferença em relação a outros escritores que conheço. Eu não acho difícil escrever. Talvez os anos de redação de jornal tenham me ensinado a sentar e escrever, sem sofrer muito. Então o desafio, pra mim, se dá mais no momento de ter a ideia, de eleger o tema, o formato. A escrita, em si, exige mais disciplina do que um trabalho árduo ou sofrido.

AMQNPDL - Quais seus objetivos enquanto escritora, até onde deseja chegar?
CA - Estou já com nove livros publicados, dois prontos para sair ainda este ano e acabei de escrever mais um. Meu objetivo no momento é viabilizar tudo isso, porque cada projeto que dá certo me permite fazer o próximo. Se eu conseguir me organizar, enquanto Outubro, pra que cada projeto se pague, me permita viver disso e fazer o próximo, estarei feliz. Mas se ficar um pouco mais conhecida e alcançar novos públicos, além dos que já me conhecem e gostam dos meus livros, aí será o paraíso!

AMQNPDL - Quais os sabores e dissabores dessa profissão?
CA - O sabor maior é escrever. Depois, publicar. Em seguida, vender. E finalmente, mas o mais importante, é ser lido. E alcançar o coração do leitor. Quando alguém me descobre, me sinto plenamente realizada. Os dissabores dizem respeito ao mercado fechado, de poucas facilidades, falta de espaços, de apoios. Há outro dissabor, também: a incompreensão. Já me aconteceu de a pessoa ler algo diferente do que eu escrevi, ou seja, me compreender mal. E isso dói. 

AMQNPDL - Se pudesse encontrar cada leitor pessoalmente, o que lhe diria?
CA - Diria: e então, o que está achando? Quer mais? Me conte uma história, me ajude a contar as minhas. Meus personagens vivem de sua leitura, espero que você se emocione com eles.

Dos livros da Clara, li Rádio Beatles e você pode saber mais sobre ele, lendo a resenha (aqui).
Agradeço à Clara pela confiança e por ser tão receptiva e aberta aos leitores, a admiração só aumenta <3


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