Mostrando postagens com marcador Humberto Gessinger. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Humberto Gessinger. Mostrar todas as postagens

Seis Segundos de Atenção: pra dar um gostinho

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Oi pessoas, como estão? Me digam uma coisa, já começaram a ler um livro e acharam tão bom que começaram a ler mais devagar, só para ele não acabar logo?
Esse é o meu dilema com Seis Segundos de Atenção, do Humberto Gessinger, publicado pela Belas Letras. Eu já era muito fã do cara antes, quando ouvia  as músicas e lia o blog (que infelizmente ele deixou em stand by no momento), mas agora lendo os textos do livro estou definitivamente apaixonada. E é tanto amor que quero compartilhar alguns trechos com os quais me identifiquei até agora. Sim, ainda não terminei de ler, portanto futuramente haverá outros posts falando sobre esse livro. 
Vocês devem se perguntar, o que será que o Humberto Gessinger tem para ela falar tanto dele? Venham descobrir:

"Parecia que uma enorme lente de aumento havia sido colocada sobre o sentimento de inadequação que sempre me acompanhou". pg 11.



- Inadequação é um sentimento que acaba sendo familiar, sempre que você percebe que está destoando do todo. Quem nunca se sentiu assim, fora de contexto, de tempo, de lugar? Comigo acontece com uma frequência absurda, mas eu já aprendi a lidar com isso de maneira tranquila.

"A blessing in disguise é uma expressão gringa que acho linda. A versão brasileira é mais direta e menos poética: há males que vem para o bem. Seja em que idioma for, o importante é ter em mente que se alguém bateu a porta na tua cara, se concretaram a janela de oportunidade, talvez seja uma benção disfraçada - a blessing in disguise". pg 17.

- Devemos ficar atentos às reclamações diárias de que nada dá certo. De repente nós é que não enxergamos que na verdade, tivemos foi um livramento e tanto. Que o que desejávamos, não era pra ser. Familiar???

"A vida fica muito maior quando estamos atentos e abertos ao aprendizado nos pequenos detalhes, quando nos livramos da prepotência das verdades absolutas". pg 32.

- Ah, a doce liberdade da humildade. Ser aberto ao aprendizado é uma característica de uma mente grandiosa, e isso não tem nada a ver com cadeiras acadêmicas (não que o estudo não seja importantíssimo aqui, deixo bem claro!!!). A sabedoria sempre está presente nos pequenos gestos e na flexibilidade de nossas ideologias. Ser inflexível em suas convicções pode te tornar um intolerante e ninguém quer ser esse tipo de pessoa :S

"Duas formas expressando o mesmo conteúdo. Acontece. É natural que seja assim. Não dá pra ficar ligado o tempo inteiro. Períodos de entorpecimento emocional servem para nos deixar mais espertos e sensíveis noutras horas". pg 58.

- Sempre fico desconfiada de pessoas que são animadas demais o tempo todo. Essas pessoas nunca ficam de mau humor? Nunca bate uma bad? Assim como de pessoas que nunca estão de bem com o mundo, não sorriem, não sentem prazer com nada. Não precisamos ser oito ou oitenta nessa vida, há que se buscar um equilíbrio entre tempos de euforia e tempos de introspecção. Isso é saúde emocional.

"Ás vezes, a gente se sente como uma pluma ao vento. Depois de alguns voos divertidos, a subordinação aos caprichos das correntes de ar pode ser um saco! Quando o vento parece estar nos levando na direção contrária aos nossos desejos, é bom lembrar que a distância pode aproximar". pg 77.



- Deixar a vida nos levar, de vez em quando é ótimo. Mas, deixar que sua vida siga sem um mínimo de planejamento e orquestração própria, pode ser muito perigoso, desgastante e trazer uma infelicidade da qual depois não será possível se distanciar.

Como podem perceber, Humberto consegue com um diálogo simples, mas bem construído, nos envolver, nos abraçar, nos consolar e nos impulsionar.

Sinopse: A única coisa que podemos fazer com o tempo é escolher o que fazer com ele. Na busca pela faísca da criação da sua arte, que ele persegue pelas noites como uma estrela guia, Humberto Gessinger nos mostra em seu novo livro de crônicas que fazer um segundo valer a pena leva tempo. Um tempo que, às vezes, não queremos ter. Um tempo que não podemos parar nem fazer andar mais rápido. Não é tão fácil quanto parece encontrar um instante mágico, o centro da nossa originalidade, do nosso talento, e manter a conexão com ele. Leva mais do que 600 anos de estudo. Leva 6 segundos de atenção.

Gessinger, Humberto. Seis Segundos de Atenção. Caxias do Sul, RS: Belas Letras, 2013.


Aguardem, que logo tem mais.

Beijinhos
<3



Viajando na Infinita Highway

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Sentimentos. Sensações. Devaneios. Epifanias. Pensamentos. Opiniões.
Somos feitos de palavras, definidos por elas, moldados por elas, conduzidos por elas.
Mas, elas são capazes de nos confundir e em alguns momentos ou a vida inteira, dependendo da pessoa, não conseguimos fazer um bom uso delas. Não conseguimos nos fazer entender, nem compreender seus significados ou o que representam para nós.
Admiro quem consegue traduzir sua própria essência através das palavras e poucas pessoas conseguem fazer isso com tanta maestria quanto os músicos da banda Engenheiros do Hawaii, em especial o compositor/cantor Humberto Gessinger.

Quem nunca se sentiu deslocado, não consegue entender o poder dessa letra que fala sobre ser quem você é, mesmo que o mundo o veja como um visionário iludido com “amor às causas perdidas”.

“Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos, mas sempre no horário
Peixe fora d'água, borboletas no aquário”
Dom Quixote, Dançando no Campo Minado, 2003




Mas, também é possível manter-se autêntico e sóbrio como indivíduo mesmo que suas ilusões sejam desfeitas:

“Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção”
Somos quem podemos ser, Alívio Imediato, 1998




Assim como é perfeitamente natural sentir-se à vontade por ser totalmente diferente da maioria das pessoas que conhecemos e buscar construir-se através dessas diferenças:

“Mas nós vibramos em outra frequência
Sabemos que não é bem assim
Se fosse fácil achar o caminho das pedras
Tantas pedras no caminho não seria ruim”
Outras frequências, Acústico MTV, 2005




Mesmo que o processo de amadurecimento não seja tão simples como pode parecer no início de nossa vida adulta:

“Mas, hey, mãe!
Por mais que a gente cresça
Há sempre alguma coisa que a gente não consegue entender”
Terra de Gigantes, A Revolta dos Dândis, 1998



Mas, ainda que as dificuldades sejam muitas e pareçam intransponíveis às vezes, nós não desistimos diante de nenhum desafio:

“Voando sem instrumentos
Ao sabor do vento
Se depender de mim
Eu vou até o fim
Eu não vim até aqui
Pra desistir agora”
Até o fim, Dançando no Campo Minado, 2003




Não desistimos... Não desistimos, porque somos feitos delas, as palavras. Que nos definem, moldam e conduzem.


*Imagens retiradas da internet.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 
FREE BLOGGER TEMPLATE BY DESIGNER BLOGS